Um dos meus grandes objetivos na vida é alcançar o equilíbrio.
Manter o corpo, a mente e o espírito em ordem, alcançando o máximo das minhas potencialidades.
Infelizmente, alcançar o máximo de suas potencialidades não é fácil.
Eu adoraria dizer que isso é algo bom, porque nos dá espaço para melhorar e que se não fosse isso nossa vida seria um tédio. Mas falar isso é papo de pobre que diz que é bom não ter dinheiro porque você dá valor. Fuck that shit.
A busca do equilíbrio é, para mim, um grande desafio (talvez por incompetência minha, talvez porque o seja pra todo mundo) porque eu tenho que lidar com o tempo limitado: eu posso ir pra academia, posso ler, posso buscar a evolução espiritual, mas eu não consigo ler na academia enquanto busco a evolução espiritual.
Normalmente as coisas funcionam num sistema de ciclos: por um tempo vc está no top da forma física, depois você. Você está no topo do preparo intelectual, depois não. E por aí vai.
Obviamente, o trabalho que você despendeu não é perdido: você mantém alguns dos ganhos obtidos e, futuramente, quando você retomar a dedicação a essa área específica da sua vida, você recupera “a velha forma” bem rápido.
Mas em geral, a busca de um ideal de perfeição implica no abandono de outro.
Por um tempo eu fiquei pensando em como é triste estarmos fadados à mediocridade: ou você escolhe um aspecto pra ficar BOM, ou você fica mediano em todos, pois atingir a excelência em todos é uma tarefa quase impossível.
Tal perspectiva me deixava extremamente irritado: por que eu deveria me contentar com ser a metade do que posso em, ao menos, uma área da minha vida?
Ante tal frustração tomei a única providência razoável: fui pra academia bater em pessoas.
Enquanto causava dor e sofrimento, tive uma epifania: e se o equilíbrio não for uma situação estática? E se o equilíbrio entre corpo, mente e espírito não for uma questão de estar com os três a cem por cento, mas sim alternar, de forma cíclica a maestria?
Como tal forma de pensar é muito mais agradável, decidi mudar minha opinião e retomar os ciclos de grandes projetos épicos da Anarcoplayba S/A.
Fica aqui lançado o Projeto Verão 2009: Por um Carnaval Muuuuuuuiito mais Marrento, que consiste, basicamente, na reedição do “Projeto Um Só Coração: Puro Músculo, Cheio de Sangue e Batendo sem Parar”: de volta pra academia, de volta pros treinos, de volta pra efedrina, porque um soco e um abdômen tanquinho dizem mais que mil palavras.
Sexta-feira, Outubro 03, 2008
Assinar:
Postagens (Atom)
