Sexta-feira, Maio 23, 2008

Small Talk.

Anarcoplayba diz:

eae!

Reverendo Breno... It's time to play the Game diz:

beleza?

Anarcoplayba diz:

cansadaço... e tu?

Reverendo Breno... It's time to play the Game diz:

no trampo

Anarcoplayba diz:

fica aí até q horas hj?

Reverendo Breno... It's time to play the Game diz:

até a 1/2 noite aí estou afim de fazer algo

Anarcoplayba diz:

bora.

PRECISO relaxar...

Reverendo Breno... It's time to play the Game diz:

por que PRECISA relaxar?

Anarcoplayba diz:

nas últimas 48 horas eu resolvi brincar de superman.

Só que ao invés de dar porrada num careca baixinho e inteligante pacas, resolvi obrigar um plano de saúde a bancar a operação de câncer do estômago da mãe de um amigo meu.

Reverendo Breno... It's time to play the Game diz:

e como termina a história?

Anarcoplayba diz:

com a operação dela devidamente agendada, a guia de internação emitida e com ela, ele e o pai dele muito felizes.

Isso do lado deles.

Do meu lado uma dor de cabeça, cansaço e uma dor nas costas monstro...

e pro juiz mais alguns meses de uma ação judicial que vai dar trabalho.

Reverendo Breno... It's time to play the Game diz:

hahah acontece.. alguém de que se sacirficar pelo coletivo

Anarcoplayba diz:

pois é... mas nessas horas que eu queria ser um assassino de aluguel... seria mais ou menos a mesma coisa, mas muito mais maneiro.

Reverendo Breno... It's time to play the Game diz:

certeza ou um caçador de zumbis

Anarcoplayba diz:

tipo: o que vc preferiria: passar das 23:00 às 02:00 na frente de um computador, ou de tocaia numa madrugada fria esperando seu alvo sair de um lugar?

se tivese vestibular pra hitman, eu tava dentro.

Segunda-feira, Maio 19, 2008

Mas e o Ronaldinho, hein?

No final do ano, quando todos forem fazer uma retrospectiva das coisas que aconteceram em 2008, todos vão lembrar da Isabela Nardoni e do Ronaldinho.

A Isabela Nardoni foi "O Crime do Ano", que serviu pra unir todas as classes para discutir o absurdo de um crime tão bárbaro.

Sem querer apontar o óbvio, se o crime é absurdo e bárbaro, não há porque discuti-lo: ficar olhando pro forno não faz o bolo assar mais rápido.

Por outro lado, a onda retro chegou com Ronaldo e seus Travecos que, sepultando qualquer possibilidade de se lembrar do grupo musical da Jovem Guarda, foi a melhor tese de defesa do Alexandre Nardoni e da Ana Carolina Jatobá ou qualquer que sejam os nomes deles.

Bom, o que podemos falar sobre o Ronaldinho? Tudo o que ele queria era ficar louco, comer uns cus e falar de futebol. Ele tava pedindo demais? Claro que tava, afinal, ele é o Ronaldinho, as regras contratuais não se aplicam a ele.

O Brasil é engraçado. Não sei se vocês se lembram, mas o Sílvio Santos tinha, décadas atrás, um quadro no programa dele onde era feito um concurso do transformista mais bonito. Agora o Ronaldinho tá ouvindo pra caralho porque catou lá os travecos.

Acho que se olharmos de perto os dois casos (ou se olharmos o caso Nardoni de cima, e dermos uma apalpadinha no caso Ronaldinho) teremos uma característica muito interessante que eu (confesso) não sei se existe ainda em outros países, mas que aqui é razoavelmente claro: vivemos ainda a noblesse oblige.

Para os que não perdem seu tempo com cultura inútil, a Noblesse Oblige era um conceito medieval que significa, mais ou menos, dever da Nobreza. Ou seja, a nobreza vivia em castelos comendo do bom e do melhor (inclusive camponesas virgens o que, em se tratando da idade média, não sei se é algo bom), mas eles tinham o dever de ir pras guerras proteger o território e liderar os plebeus pra um mundo melhor.

Ou seja, você pode até não ser mais um da massa do povo, mas tem que se comportar com nobreza.

Ok, assassinatos em família são sempre chocantes? Sim, são. Vide o caso da baterista mais loira e fofa do Brasil (a Richtofen) e dos Nardoni: assassinato em família sempre teve e sempre vai ter, mas quando isso acontece na classe média, não nas favelas, choca todo mundo.

Por outro lado, alguém pode me responder o que diabos eu tenho a ver com a vida do Ronaldinho? Óbvio que se eu encontrasse ele eu ia tentar fazer alguma piada e tal, mas não sei se eu teria essa presença de espírito. Mas daí a falar que ele jogou a carreira fora? É um absurdo! Todo mundo sabe que ele dava importância pra carreira aquela noite (e o trocadilho foi uma merda, sorry).

Obviamente falar mal da Veja é lugar comum e tal, sendo certo que o melhor insulto que eu já ouvi até hoje foi "você lê a Veja e gosta!".

Mas ter uma reportagem de capa falando que ele poderia ser um novo Pelé, mas está se tornando um novo Maradona, coé?

Convenhamos que ele possa ser um gordinho fora de forma cheirador de cocaína e catador de traveco, mas, até aí, ele está só se prejudicando, o que, na minha opinião, é muito melhor que não reconhecer uma filha.

Segunda-feira, Maio 12, 2008

Porque a televisão já deu no saco.

Sabe o que a Isabela Nardoni ia ser quando crescer?
Hacker, pra entrar nas redes de segurança.
Sabe onde deu errado?
Rede de segurança em windows nunca funciona muito bem.

Sabe o livro favorito dela?
Peter Pan.
Sabe a Diferença dela pra Wendy?
A Wendy não tinha uma madrasta má.

Sabe porque o pai dela jogou ela pela janela?
Pra saber se ela ainda era virgem.
E ela era?
Não, afinal, mulher que não dá, voa.

Sabe a semelhança entre ela e um judeu?
Nenhum dos dois vai comemorar o natal.
Sabe a diferença?
O Judeu não queria mesmo.

Sabe a diferença entre as piadas sobre a Isabela Nardoni e a própria?
As piadas vão ficar velhas um dia.

O que o irmãozinho dela pediu de natal?
Pais melhores.

Sexta-feira, Maio 09, 2008

Quick Post pra Tapar Buraco: Por que eu gosto de ler bulas de remédios.

Caso alguém que lê esse blog não saiba, sou devoto ardoroso de Santa Efedrina.

Pra todos os efeitos, Efedrina é Deus, ou alguma coisa muito próxima disso: te aquece, te conforta, te dá força e resistência pra dar um passo adiante. Você vira tipo um super homem, saca? Só que sem roupa gay e a cadeira de rodas.

Graças à minha paranóia de mania de controle (ou de tentativa de controle), eu procurei me informar um pouco a respeito da Efedrina. Embora o uso moderno seja, basicamente, como estimulante e remédio pra asma, na china e na índia era usada não só como medicamento, mas com o intuito de "facilitar o contato com Deus".

Certo. Acho que se eu tivesse nascido em outro século eu seria um sacerdote.

E se eu tivesse nascido em outro lugar também.

E se eu tivesse nascido outra pessoa.

Bem, vocês entenderam.

Pois bem, não apenas a Efedrina tem função de remédio, como também a pseudo-efedrina tem efeitos parecidos mas sem os efeitos colaterais que te colocam em contato com Deus.

Malditos cientistas ateus que desvirtuaram essa dádiva dos deuses.

Lendo a bula do meu tylenol sinus eu acabei de descobrir que ele tem pseudoefedrina pra descongestiona os seios nasais (coisa que a efedra também faz). Fora isso o paracetamol aumenta o limiar da dor e é anti-térmico. Uma vez que um dos problemas da efedrina é seu efeito termogênico, efedrina + paracetamol é uma combinação forte (coloque cafeína então que você sai quicando).

E também descobri quu tomar bicarbonato de sódio diminui a excreção renal de efedrina, fazendo os efeitos durarem mais.

Depois falam que assistir televisão que faz mal.