Domingo, Setembro 21, 2008

E Para o post nº 500...

Eu ia publicar o que eu publiquei no anarcoblog (é o que eu tenho feito em média, exceto quando o texto escapa do escopo do malandricus), mas acho que o post 500 do malandricus Bar & Vodka merece algo melhor.

A Malandricagem está em crise.

Sim, o post número 500 deveria ser sobre mais uma crise da Malandricagem, mas cansou.
Durante anos os Malandricus se reuniam para, num coletivo, vencer o mundo. Deixa Deus vir pra cima da gente, um tackleia, o outro limpa a bola e um terceiro parte pro try.

Ah, pra quem tá assistindo o jogo, o cara que fez o try é quem levou as glórias.

Mas nós sempre soubemos que, nos vestiários, uns parabenizavam os outros e agradeciam.

E o que mudou?

Ah, começamos a jogar menos... outros jogavam em outros clubes também... De repente, quem fazia o try esquecia de quem deu o tackle, ou falava ainda que o tackle foi alto e que a bola saiu melada, que o apoio demorou...

A gente joga como a gente treina. A gente luta como a gente treina.

Eu sei que todo mundo é sozinho (e ai de quem pensar que não). Sei que nós estamos sempre disponíveis aos outros, mesmo que ausentes.

É tipo o Batman do Adam West, saca? A gente fica na mansão, mas se o telefone vermelho tocar, a gente coloca as chuteiras e parte pro jogo.

O problema é que a gente joga como a gente treina. Se a gente treina mal, a gente joga mal.
Se a gente não treina, a gente não joga.

E sim, eu estou falando isso como uma crítica reservada a todos e como uma crítica não reservada a mim mesmo (afinal, vocês esquecem meus erros, ou não se lembram de todos... eu não).

O post 500 serve pra declarar abertamente um fato, que, pra mim, está no cerne da Malandricagem: Estou insatisfeito.

Meus 25 anos chegaram e eu não estou como eu gostaria. Engordei, não tenho meu AP, não tenho minha faixa preta, não me tornei tudo o que eu queria. Estou no meio de uma estrada cujo objetivo está a uma longa distância e é nitidamente visível, embora quase fora de alcance.

E o quase é o que nos mata.

Eu gostaria aqui de emitir um call to arms. Um gigantesco brado de revolta. Um desejo de colocar fogo no circo, só pra ver o mundo queimar.

Mas não sei se tenho ainda a autoridade para tal e confesso que se as coisas se resolvessem com um call to arms, nossa vida seria muito mais simples.

Ademais, não quero correr o risco de ver o call to arms ser abortado (fora que tenho um compromisso indeclinável esse sábado).

Porém, eu gostaria de falar aqui, torcendo para que os outros Malandricus ainda freqüentem esse bar, que estou disposto a aplicar meus melhores esforços para me tornar o ser humano que eu tenciono ser.

E o ser humano que eu tenciono ser tem amigos como vocês.

5 comentários:

Jaime Daniel disse...

Bom, não sou um Malandricus, mas eu apareço na arquibancada esperando ver um bom tacle!

Abçs!

Jaime Daniel disse...

Ou tackle!

Anônimo disse...

picles.

Anônimo disse...

ou pickles.

Fernanda disse...

500 posts! Que bacana! Enquanto vcs mantem o mesmo blog eu já criei uns 3 e você já "passeou" por alguns. Nem sempre as coisas saem no tempo que planejamos, mas isso não significam que não acontecerão. Você pode não ter seu ap, mas aposto que alguma coisa bem bacana vc conquistou nesse tempo. To aqui, olhando, lendo e tocendo pelo seu jogo. Beijos.