Não e um post que eu queria escrever... Mas depois do post de retrospectiva do Stein, é um post que precisa ser escrito.
No final do ano passado, foi levantado o dado numerológico de que 2007 foi um ano 9, o que significa um ano de encerramento, enquanto 2008 seria um ano 1, ou ano de começos.
Por uma grande ironia do destino, na mesma situação, surgiu uma discussão (como dito pelo Stein) mais real do que filosófica.
Um amigo nosso que namorava uma menina do quinto ano da faculdade terminou o namoro porque a menina ia para o interior. A justificativa oferecida foi que cedo ou tarde ia dar merda e que era melhor que acabasse sem sofrimento para nenhum dos dois.
Bom, minha opinião a esse respeito é simples: eu discordo dessa atitude.
O que você precisa pra ter um namoro é gostar da pessoa. Enquanto as duas pessoas se gostarem, vale à pena tentar. Em um caso-cenário perfeito, os namoros só acabam quando as duas pessoas não se gostam mais. Em um caso-cenário normal, o namoro acaba enquanto uma pessoa ainda gosta da outra. No pior caso-cenário, acaba com as duas se gostando.
Terminar um namoro por medo do que vai acontecer dali a um ano, seis meses, uma semana, duas horas é trocar um sofrimento futuro e incerto por um sofrimento presente e imediato.
Intercalar textos com citações poéticas faz as coisas parecerem mais verdade e, como disse Vinícius, "o futuro é uma astronave que tentamos pilotar; não tem tempo, nem piedade, nem tem hora de voltar".
Lembro-me que um amigo disse uma vez que pra você decidir se deve viver ou não, você deve colocar numa planilha sua expectativa de felicidade contra sua expectativa de sofrimento. Se no futuro o sofrimento for maior que a felicidade, se mata.
O problema (dentre vários) é que essa análise ignora o fato de que o futuro é, por definição, impreciso. A vida não tem fluxo de caixa passível de ser quantificado.
Após uma rápida exposição do meu ponto de vista, o Stein simplificou a discussão: "Anarco, esse seu argumento é muito bonito e muito Zen, mas não tem utilidade prática. É inviável."
Eu até concordaria com o Stein. Problema: e não discuto fatos com argumentos. As coisas funcionam assim comigo. Pelo menos funcionaram.
Ao invés de tomar a atitude de terminar algo que potencialmente não me ofereceria mais nada, preferi deixar rolar até onde desse. Saí do escritório em que eu trabalhava e em menos de duas semanas comecei em outro que vai ser, objetivamente melhor pra minha carreira.
O ano do porco nove terminou deixando tudo o que precisava ficar pra trás encerrado. Começa o ano do rato.
E, novamente, como dito anos atrás: é hora de dar um Ctrl+Alt+Del. (sim, as coisas sempre se repetem e as grandes mudanças são em silêncio)
Eu, doravante, no primeiro dia do ano, declaro que 2008 é o ano do Bope:
Vamos na calma... Na tranqüilidade... Sem correria...
A gente treinou pra isso um tempão, vamos sem afobação que vai dar tudo certo.
A gente conhece esse terreno, é rotina pra gente, mas tem que ficar esperto.
Vai lá, olhou, fatiou, passou. Olhou, Fatiou, Passou.
A gente faz o nosso e tá tudo resolvido.
Entrou, cumpriu a missão, saiu.
Não quero ninguém nesse bar tentando virar herói!

2 comentários:
ótima a parte do bope ahahahah é isso ai....
Eu acho que esse é o caminho mais fácil. A pessoa que vai ficar, pensa: será que eu aguento tanto tempo? A pessoa que vai, pensa o mesmo. É o jeito mais simples de fazer coisas sem ficar com a consciencia pesada. Mas cuidado: se nao aguenta esperar a pessoa 6 meses, alguma coisa esta errada.
Postar um comentário