Terça-feira, Novembro 27, 2007
Anarco’s Rant.
Duas semanas atrás eu estava inconformado e queria matar alguém. Agora eu só quero matar alguém.
Outra vantagem é você saber que aquela bola de bilhar que tá na sua cara um dia vai sair, é só ter paciência e um bisturi.
Sério. Eu já tive marés de azar... mas esse semestre parece que Deus tá olhando com carinho pra malandricagem.
Mas tudo sempre tem um lado bom. Uma das vantagens de provocar a ira divina e que quando ele finalmente resolve te dar aquilo que você merece você até que acha que foi pouco.
Voz divina: "Por ter batido naquele cara desavisado na balada eu vou te dar um abscesso!"
Anarco pensando: "Porra... um ato de crueldade deliberada me rendeu uma infecção... enquanto isso no Camboja criancinhas perdem as pernas... Feito, Deus, quer dar mais um abscesso pra eu ter crédito não?"
Falando em Camboja, isso é uma das provas de que a vida é apenas sorte e azar... imagina só: Você é uma criancinha que perdeu sua família numa daquelas limpezas étnicas daqueles lados do mundo, quando de repente aparece uma gostosa na sua frente, faz uni-duni-te e leva o hu-ching-po pra morar em Hollywood com ela. Sim, a gostosa é a Angelina Jolie e você vai passar o resto da vida costurando tênis pra viver.
Por sinal, queria saber o que se passa pela cabeça da Angelina Jolie e do Brad Pitt. Já pararam pra pensar? Uma pessoa normal vira e fala: "Sabe, acho que quero ter dois filhos, um casalzinho..." Ela fala: "Sabe, acho que eu vou querer ter um filho de cada região subdesenvolvida e esquecida por deus."
Se bem que... eu odiaria ser criado pela Angelina Jolie. Seria algo como ter o Édipo do tamanho da Austrália.
Isso do lado da mãe. Imagina ser filho do Brad Pitt. Se eu fosse filho deles eu nunca apresentaria minha namorada pros meus pais. É pedir pra tomar chifre do próprio pai.
E da mãe.
Enquanto isso, no Brasil, continuo n minha busca frenética pela tenente Ripley. E vivendo à base de compressas de água quente. Caso alguém queira saber, não, decidi não tomar remédios, uma vez que a infecção tá razoavelmente sussa, vou encarar a dor.
Me falaram semanas atrás: "Se existe remédio pra dor, pq sentir dor?"
Bom, vocês já leram a bula desses troços? Pois bem, o analgésico que o médico tinha me receitado, dentre outras coisas, poderia me causar: erupções cutâneas, coceira, alergia, choque anafilático, insuficiência renal e alucinações. Bem, eu posso ter que agüentar um pouco de dor, mas pelo menos não vou ver a Derci Gonçalves vestida de pantera cor de rosa dançando macarena no meu chuveiro.
BTW, alguém aí começou a pensar no Triple Ho Project?
Quarta-feira, Novembro 21, 2007
Breve Momento de Otimismo Injustificável.
Como todos sabem, a principal função da internet é prover de anonimato todas as pessoas carentes de atenção para que elas possam discutir de forma irrazoável e irracional sem permitir aos outros a possibilidade de um debate saudável e sensato.
Tendo isso em vista, gostaria de me ater a um ponto específico do texto do Stein (excelente texto, Stein.) e aproveitar uma omissão do autor para distorcer o significado de tudo e chamar a atenção, na expectativa de virar uma estrelinha de blog e comer várias mulheres gostosas.
O Stein disse que é comum as pessoas acharem que não vivemos mais numa sociedade estratificada desde a Revolução Francesa, que, como todos sabem, foi resultado de uma grande discussão acerca do uso daquelas perucas hor-ro-ro-sas que dividiam a opinião da época.
Depois que falaram que preferiam perder a cabeça a perder todo o guarda-roupas de perucas que custou uma for-tu-na, os ânimos se acirraram. A declaração de Maria Antonieta de que brioches eram mais saborosos e que tinham só metade das calorias só jogou lenha na fogueira.
Não, droga... Lenha na fogueira era a Inquisição Espanhola.
Pois bem, falemos das hipóteses de ascensão social.
Qualquer ser humano que se dê ao trabalho de olhar pro mundo sabe que a ascensão social é positivamente inelástica, ao contrário dos salários.
Ou seja: ascender é muito difícil, cair é fácil.
Não é complicado ver que na expressão acima "positivamente" diz respeito apenas ao sentido da inelasticidade, não sendo sinônimo de "algo bom".
Ou seja, embora "em tese" você "possa" se movimentar socialmente, na prática, isso é quase impossível, sendo que as exceções que confirmam a regra são, apenas, exceções que confirmam a regra.
Ok, partindo dessa explanação desnecessariamente longa que possui o único objetivo de demonstrar meu conhecimento acerca de nomenclatura econômica e, com isso, aumentar minhas chances de comer várias mulheres gostosas, aí vem a questão: as mudanças decorrentes do fim dos privilégios feudais trazem algo de bom concretamente?
A resposta é "sim".
Em primeiro lugar, e mais importante, o fim daquelas perucas é uma coisa boa.
Em segundo lugar, e comparativamente menos importante do que as perucas, estamos falando de uma mudança de paradigmas.
Durante o Feudalismo, um nobre era melhor que um plebeu porque ele era nobre e o outro não.
Hoje em dia um rico é melhor que um pobre porque ele tem dinheiro e o outro não.
O Verbo mudou de Ser (Nobre) pra Ter (Dinheiro). Ou seja, deixou de ser uma coisa de essência e passou a ser uma coisa de propriedade. Não é o sangue que corre nas suas veias, mas sim o crédito da sua conta bancária. E convenhamos que é mais fácil rechear sua conta bancária (ainda que com desvio de verbas do leite de crianças carentes) do que nascer de novo. Pra nascer de novo você tem que morrer e acreditar em reencarnação e, bem... eu não estou ansioso pra fazer o teste.
Isso vale para mobilidade social, mas serve também pra outras coisas. Negros continuam ganhando salários menores que brancos? Sim, continuam. Mas linchar um negro é crime. Mulheres também ganham em média salários menores? Sim, mas se você matar sua esposa porque ela te chifrou você ainda vai responder por assassinato. Legítima defesa da honra não existe mais.
A esse respeito, gostaria de citar também o fato de que dois Juízes foram punidos por sentenças proferidas (o que, para quem não é da área jurídica, é um breaktrough) nas quais eles expuseram opiniões extremamente sexistas (uma sobre aquele jogador de futebol que ninguém sabe ao certo se dá a bunda ou não, outro sobre algum tipo de crime contra a mulher aí).
Ou seja, embora ainda não vivamos num mar de rosas, um inverno de cada vez a gente vai melhorando o mundo.
*-*-*
Antes que alguém venha me encher o saco, quando eu afirmei que pessoas ricas eram melhores que pessoas pobres, eu apenas tomei o pressuposto colocado no texto do Stein: existem classes e, portanto, existem classes superiores e inferiores.
O que cada um considera uma pessoa melhor ou não, efetivamente, não me interessa. Isso depende de paradigmas subjetivos, ou colocando de forma não-pedante, depende da opinião de cada um sobre o que é ser melhor ou pior.
Pessoalmente, minha opinião de o que é uma pessoa melhor envolve basicamente a capacidade de realizar seus desejos.
Agradeço ao Stein por ter me permitido pegar uma omissão insignificante e distorcê-la para que eu possa impressionar nossas leitoras na Suécia.
Obrigado, Stein.
Segunda-feira, Novembro 19, 2007
Sub Realeza
Claro, claro...
Outro dia, como exercício de reflexão eu resolvi entrar em dois sites de baladas aleatórios, por acaso o site da Pacha e da Secrett. Por acaso também já tive a oportunidade de ir nessas duas baladas, mas o que importa não é qual delas é a melhor, ou o tipo de pessoa que freqüenta cada uma delas... vai lá. Entra nas fotos. Só para constar, entrar na Pacha custa 100 reais. Na Secrett, 10.
Outro dia eu fui convidado para a casa de uns amigos meus. Todos fazem faculdades que digamos que não são, digamos, de ponta. Não que eu seja mais inteligente que eles, isso é óbvio (brincadeira), mas o grau de discussão nunca chegava numa profundidade. Ele simplesmente parava. Mesmo assim, um fenômeno interessante ocorria: os mais inteligentes exerciam um certo domínio de prevalência sobre os outros, como se os subjugassem pelo fato de não possuírem a qualidade designada no mesmo nível que eles.
Vocês já viram aquele boy da empresa que guarda o salário inteiro pra comprar um tênis ridiculamente caro e fora de seu padrão de vida? É praticamente uma ofensa ao orçamento inteligente, mas o objeto serve de exibição de status e aqueles que não o possuem são inferiorizados pelos outros.
Na vida privada ou em sociedade estamos todos elegendo características e estratificando as pessoas de acordo com essas características. Nossa sociedade sempre será estamental aos olhos de cada um, na medida em que cada um seleciona as características que preza mais. Sub-realeza, meus amigos, é ser o melhor da camada baixa. Sub-realeza é ser o mendigo mais rico, a feia mais bonita, o óbvio mais inteligente. Sub realismo, meus amigos, é uma bosta. Mas que nem fede tanto assim.
Outro dia eu estava no meio de um grupo de mulheres sub bonitas. Todas eram lindas, mas tinham um defeitinho assim, assim, sabem?
Cada vez mais na minha vida eu escuto gente falando que discriminação é algo errado. Cada vez mais eu percebo o quanto inevitável é. Mudam-se os critérios, mudam-se os vencedores. Mas, sinceramente, não dá pra discutir fatos com argumentos. Todos nós sempre buscamos a excelência. Aqueles que não o fazem, fiquem presos na sub-realeza. E quão doloroso é a sub-realeza.
Melhor reinar no inferno, né???
Quinta-feira, Novembro 15, 2007
Post 445 -> FECHADO PARA BALANÇO
Fui compelido a escrever depois de uma conversa sincera com o Reverendo e com o Anarco e apesar do Stein estar ausente, sempre esteve conosco em consciência.
Não importa o quanto nos soquem, chutem, balancem, os Malandricus sempre estão presentes pra fartura ou pro tempo de vacas magras... desde que conheci essa galera sempre foi assim.
Eu agradeço a cada um de vocês, e mesmo os não citados (Yankee e Tio) por serem as pessoas complexas, fodásticas e imprevisíveis que são. Sem um contraponto à altura não existe o Ripper. Por mais que apóiem, discordem ou ignorem, são peças importantes para um micro-sistema existir, e ele sou eu.
Passo por um tempo conturbado. Antes dele, eu estava no Olho do Furacão, e ao contrário do que já foi pensado, é calmo e silencioso. Estive nele sim e foi uma experiência importantíssima, apesar de chato e moribundo. Depois de anos nele, observando e analisando, resolvi pular no rodamoinho eterno e sentir alguma coisa... não é fácil. O Olho termina quando o furacão não existe mais.
Cada um de nós tem passado por momentos difíceis, seja nos parâmetros físicos, sociais, empregatícios ou emocionais. O meu, pra variar, é no emocional.
Depois de muito tempo remoendo e me esquivando deixei a cara pra bater, e tomei um tapa fenomenal... nada pra me envergonhar. Fui eu mesmo e me fodi. Ninguém avisou que a vida seria difícil, apenas as cantigas para crianças (né, anarco?), mas infelizmente ninguém tem aulas disto desde o pré-primário até o terceiro colegial.
Uma coisa é se importar com um relacionamento, outra coisa é envolver, se mostrar e apostar. Eu não fui ficha de jogo, eu fui um mau apostador... e se apostei tudo, felizmente tenho muito mais de onde isso veio...pq se eu assustei com a aposta ou com a ameaça dos contras, a outra parte caiu fora. E olha que nunca houve blefe. Ripperjack jogando nu.
O meu ritmo de jogo é contar com a sorte, é ter as cartas boas na mão e ter certeza de que elas vão ganhar... aaaah se a vida fosse tão simples quanto poker ou truco. Pelo menos o truco se joga de dupla, alguém ta afim? Esse tal jogo é na verdade estar fora dele por mais que os outros queiram que você entre no blefe. É mais demorado, mais seguro. Eu só blefo e aposto o que não vai em fazer falta, dessa vez eu não fiz... e por mais que tenha evitado, eu fiquei triste que recolheram as cartas.
Continuo na estrada da vida, correndo e não podendo parar. Enquanto uns seguem a linha terrestre, mais segura, contínua e rasteira, continuo preferindo a minha... espontânea, aérea, incidental. Centenas de explosões no céu dizendo a cada minuto onde eu poderia estar... malditas estrelas. Pelo menos me identifico com cada uma, e não com uma em especial. E se prometi nunca mais derramar uma lágrima por um amor eu continuo prometendo, e derramaria cada uma por frustração ou ilusão própria. Ontem eu me frustrei, mas toda a cidade chorou... uma tempestade a ser lembrada... me apaixono por cada gota de chuva, o cheiro, temperatura e lembrança. Só falta ter paixão num dia de sol.
Ninguém NUNCA resolve nada social sozinho, apenas com pilares... e felizmente temos muitos aqui, não importa a linha em que joguem. Eu sou um deles, contem pro que quiserem.
Quarta-feira, Novembro 14, 2007
Malandricus Apresenta: Index – Livros Perigosos: O Auto-Engano.
Todos sabem, ou deveriam saber, que a única coisa mais perigosa que um imbecil armado é um filho da puta inteligente.
Enquanto o imbecil armado pode conseguir te matar, o filho da puta inteligente pode te convencer a se matar. E você ainda vai agradecer a ele por isso.
A Igreja, como uma entidade preocupada com o desenvolvimento da humanidade criou uma lista de livros proibidos que deveriam ser retirados do conhecimento da humanidade. Esse índex de livros se chama (tchã-rã!): Índex.
Se a humanidade não tivesse ido contra a igreja católica hoje a humanidade não teria tantos problemas de desemprego (uma vez que provavelmente estaríamos com uma expectativa de vida de 25 anos), teríamos muito menos mortes de câncer e coração, não sofreríamos com a superpopulação (exceto a china, provavelmente) e, mais importante, poderíamos acabar co casamentos caso descobríssemos que nossas esposas não eram mais virgens.
Porém, não adianta nada esse saudosismo barato daquela época idílica e bela que era a idade média, fato que pode ser facilmente comprovado pela leitura de clássicos históricos como os Contos dos Irmãos Grimm. Uma vez que a humanidade tomou um caminho contrário aos desígnios divinos se afundando nesse antro de pecado e fornicação, cabe a nós, messias de um novo tempo, apontar as formar em que podemos viver da melhor forma possível no mundo atual (ou seja: ganhando dinheiro e comendo várias mulheres gostosas).
Para a consecução dessa nobre finalidade, Malandricus Bar & Vodka decidiu lançar uma série a respeito de livros que devem ser lidos.
O critério que utilizamos na indicação de tais livros é meramente um: a apresentação de alguma forma de conhecimento que te permita ser um filho da puta com o mundo de forma estruturada e bem fundamentada. Lembrem-se sempre: conhecimento é Poder, e quem não é jogador é carta ou ficha.
Embora não possamos numerar imediatamente todos eles, nem mesmo uma ordem, quem lê o malandricus já pode citar alguns: Laranja Mecânica, The Game, Fight Club, etc. Eventualmente talvez retornemos nossas resenhas dos livros já citados, mas por ora, gostaria de começar (oficialmente) a série com um livro que fez razoável sucesso anos atrás e que decidi ler agora: O Auto-Engano, de Eduardo Gianetti.
Objeto: trata-se grosseiramente de um ensaio sobre a mentira.
Prós: É um texto de densidade mediana, que apresenta teses e conclusões de forma simples e direta.
Contras: O autor eventualmente pula para conclusões que não possuem uma fundamentação impecável ou eventualmente não são unânimes, demandando do leitor um pouco de senso crítico.
Porque ler: O livro basicamente faz uma análise da mentira sob diversos aspectos psicológicos, biológicos, sociais, econômicos, etc.
O primeiro ponto abordado é o da mentira sob o ponto de vista biológico: camuflagem e outros ardis da natureza, demonstrando que a mentira é uma artimanha evolutiva. Essa análise engloba tanto casos inter-espécies (camuflagem citada) quanto intra-espécies (por exemplo um peixe estranho que no início da maturidade sezual parece mais fêmea que macho e então tenta enganar um outro macho pra fertilizar os ovos que o outro estava guardando pra si).
Em seguida o autor passa para a análise da mentira nos animais superiores. Sim, macacos mentem tanto quanto humanos.
O ponto do livro no qual eu me encontro é a análise da mentira para si próprio, desde colocar o relógio pra despertar meia hora antes até acreditar que aquela empresa tem tudo pra dar certo, que você pode ganhar dinheiro como pintor e que seu casamento vai dar certo.
Os pontos altos do livro são mais especificamente aqueles nos quais ele demonstra que o objetivo do livro não é uma apologia da mentira, mas uma análise fria da mesma: a mentira comprovadamente só traz resultados quando não é regra, mas exceção; se enganar (quanto àquela empresa ou ao seu casamento) é algo necessário para que você crie algo maior; e que a mentia não é nada demais, é apenas mais uma forma de interação, assim como o conflito direto e a cooperação.
Indicado para: Advogados, Biólogos, filhos da puta e pessoas que aceitaram que a mentira, o erro e a decepção são fatos naturais da vida e que você provavelmente vai ser mais enganado do que enganar na vida.
Contra-Indicado para: A Mina Que Você Tá Catando, mentirosos compulsivos e pessoas que acham que enganam todo mundo.
Sábado, Novembro 10, 2007
Eu hoje Joguei tanta coisa fora...
Sabe... nem todo texto tem que ser literário.
Nem todo texto tem que ser poético.
Nem todo texto tem uma mensagem pra passar.
Tanta gente usa blog pra soltar algumas coisas que tão dentro de si.
Deu vontade, só isso.
Tem uma música do Paralamas do Sucesso que sempre volta à cabeça.
Na verdade, têm várias... Mas de vez em quando, a música que eu me lembro é essa:
"Eu hoje joguei tanta coisa fora,
Relendo os seus bilhetes,
Eu penso no que eu fiz.
Cartas e fotografias,
Gente que foi embora
E a casa fica bem melhor assim.
Tendo a lua aquela gravidade,
onde o homem flutua,
merecia a visita não de militares
mas de bailarinos.
E de você e Eu..."
Essa música sempre me lembra minha primeira namorada, simplesmente pelo fato de que eu ouvi essa música pela primeira vez no CD acústico do Paralamas do Sucesso, que foi lançado quando estávamos namorando. Cerca de nove anos atrás.
Não, não estou ouvindo isso enquanto arrumo meu quarto. (Se interessar a alguém, a trilha sonora é Johnny Cash. Me pareceu estranhamente apropriado.)
Me lembrei dessa música simplesmente porque estou jogando muita coisa fora. Arrumação de Primavera. Em pleno Verão, Evey. Você já teve a sensação de que precisava se livrar de tudo o que não e mais necessário?
O tempo todo.
Então... essa primeira namorada morreu no começo do ano.
Ela ia se formar em arquitetura no começo do ano (sim, ela terminou a facul ano passado e morreu no delta T entre o fim das aulas e a colação de grau).
Ela teve uma diverticulite. Basicamente é uma fissura do intestino grosso que acontece de vez em quando com algumas pessoas. É razoavelmente fácil de se livrar disso. É só operar logo pra não dar septicemia.
Ela morava no Rio de Janeiro. Foi no hospital umas três vezes, e mandavam ela de volta pra casa sempre, mandando tomar buscopan. Na quarta vez a enfermeira disse que ela seria internada de qualquer jeito. Qando perceberam que não era cólica, operaram às pressas. Mas a infecção já estava no sangue.
Dali pra frente era saber se ela sobreviveria de acordo com o corpo dela.
Ela faleceu.
Bom, hoje é dia de jogar um monte de coisa fora. Aqui está o que eu penso a respeito disso:
Ela era uma pessoa mais boazinha do que eu. Era carinhosa, simpática, fofinha, legal, carismática, e objetivamente fazia pessoas felizes. Quis fazer arquitetura porque queria trabalhar com artes. Quis fazer UFRJ porque achava que não passaria na USP.
Eu sou um filho da puta. Estraguei namoros só pra provar pra mim mesmo que eu podia fazer a mina trair o cara. Aprendi a lutar. Aprendi a bater. Aprendi a lutar com facas. Não sou o melhor artista marcial dentre os que treinam comigo. Mas sou o mais sangue ruim. E isso garante que eu coloque meu pé na cara de quem eu quiser. Meu trabalho se resume a manipular o Estado pra coagir os outros a fazerem o que meus clientes querem. Sou antipático, prepotente, e não tenho nenhum respeito pela vida humana.
Ela merecia viver. Eu não.
Porém, eu fui fazer USP porque era o que eu queria. Eu fiz o que eu quis. Eu sou prepotente, nunca duvidei que ia passar. Trabalho pra pagar meu plano de saúde. Estudo primeiros socorros e medicina porque você nunca sabe quando vai estar dirigindo bêbado e vai sofrer um acidente. Ou quando seus amigos vão tomar bebida demais, drogas demais, violência demais ou simplesmente ter azar.
Eu vim para São Paulo, que tem hospitais melhores. Eu treinei meu corpo pra ser mais resistente. Eu possivelmente prestaria mais atenção no meu corpo. Potencialmente ia colocar o pau na mesa e mandar a porra do Dr. Antonio Carlos de Araújo (Ou outro nome que estivesse no crachá) me atender direito porque eu sei onde ele trabalha, posso descobrir onde ele mora, quem é a esposa dele e onde os filhos dele estudam FÁCIL, e ele não sabe quem eu sou.
Porque eu sou um filho da puta prepotente eu teria mais chances de sobreviver que ela.
A natureza não premia pessoas boas. A natureza premia pessoas eficientes.
A natureza é uma filha da puta e uma vez na vida eu queria que deus me esmagasse com sua "fúria divina" e salvasse uma porra de uma criança subnutrida na China porque eu MEREÇO morrer e a PORRA da criança não tem culpa nenhuma de ter nascido numa porra de ditadura comunista que acha que colocar ela pra trabalhar e ganhar três dólares por dia é "pleno emprego".
A vida não faz sentido at all.
Quando eu disse que o Marcelo Rubens Paiva não merecia meu respeito porque pulou no rasinho sem ver se dava pé, eu estava falando sério. Obviamente eu nunca falaria isso pra ele por mera educação. Mas, eventualmente pressionado, eu diria abertamente: "Seu retardado mental. Ficou aleijado porque foi idiota. Parabéns, você jogou seu corpo no lixo porque é um imbecil. Qualquer animal possui um mínimo senso de auto-preservação. Você é mais ou menos como um autista da seleção natural: tem polegares opositores, sabe usar ferramentas, mas não tem senso de auto-preservação!"
Eventualmente eu seria processado, ou nunca mais comeria mulher alguma, porque ele é uma artista, e eu sou um advogado materialista e mesquinho, e isso me tornaria um fracasso evolutivo também.
Mas, sabe com é... eu não quero meus genes misturados com os de alguma mulher que ache fofinho pular de cabeça no rasinho e passar o resto da vida numa cadeira de rodas chorando o "azar" de ter sofrido aquele "acidente".
Eu acredito piamente que temos o dever moral, ético, humano e evolutivo de viver nossa vida da melhor forma possível. Temos que realizar nossos sonhos.
Por favor, nunca confunda isso com hedonismo. Sonhos não se resumem a prazer físico. Ao prazer sensorial. Oscar Wilde estava ERRADO: os sentidos NÃO curam a alma. E eu só posso sentir PENA de alguém que sonhe com o prazer físico. Que tenha no prazer seu objetivo superior de existência.
Pra mim alguém que vive em função do prazer só perde em termos de classificação de "criaturas mais desprezíveis da face da terra" pra quem acha bonito sofrer.
Tipo... sabe aquelas pessoas que gostam de sofrer e alardear somo são discriminadas e que merecem piedade. Então, essas não me dão pena, me dão nojo.
"Ah, mas quem você pensa que é pra julgar os sonhos e desejos dos outros?"
Anarcoplayba, advogado, blogueiro, artista marcial e alguém que com muita freqüência risca uma linha de giz no asfalto e fala: "Daqui pra cá sou eu, daqui pra lá é você. Se quiser invadir o meu lado, mergulha e passa por baixo, Mané, ou eu vou quebrar o seu braço em doze lugares." Eu não sou ninguém especial, da mesma forma que todo mundo. O que me diferencia de você é que eu tomo partido na vida.
Ah, e pra quem não sabe, doze lugares é o número máximo que eu conheço de fraturas que não precisam de ferramentas pra serem causadas.
Provavelmente eu vou passar o final de semana arrumando meu quarto. Jogando mais coisa fora.
"Tudo o que morre
fica vivo na lembrança.
Como é difícil viver
Carregando um cemitério na cabeça."
Hoje estou jogando fora pornografia e coisas de pesca.
Uma das coisas mais tristes que eu consigo imaginar é uma passagem no final de Blade Runner, em que o replicante Roy diz: "I've seen things you people wouldn't believe. Attack ships on fire off the shoulder of Orion. I watched c-beams glitter in the dark near the Tanhauser Gate. All those ... moments will be lost in time, like tears...in rain. Time to die."
Eu me lembro de quando eu fui comprar minha primeira revista pornô. Eu devia ter sei lá. Quinze anos. Também me lembro de alguns finais de semana jogando vôlei de areia no clube em cruzeiro. também me lembro de noites em que eu saia pra andar, beber e conversar com o Zé, sem destino nem objetivos. Apenas falando besteira e feliz porque a noite era nossa, pra ir pra onde a gente quisesse.
Também me lembro de brigas com minhas namoradas, de vergonhas que passei, de alegrias, de prazeres, e de momentos que vão se perder, como lagrimas na chuva.
E a cada dia que passa, a cada amigo meu que morre, a cada pessoa que parte enquanto eu estou aqui, essas memórias passam a ser responsabilidade apenas minha. Só minha.
Ninguém deveria ser a última pessoa a saber de algo belo. É uma responsabilidade grande demais.
Por isso que devemos sempre seguir em frente. Sempre em frente e sempre alerta. Passo a passo rumo à eternidade. E num passo em falso com a cara no chão.
É impossível viver com a lembrança dos amores perdidos e dos amigos mortos. Por isso que é importante esquecer.
Foco. Olhando pra frente e marchand. Perguntaram pra José pra onde ele ia, mas o poema acabou antes d'ele responder.
Sabe, acho que o momento mais triste da minha vida vai ser quando eu morrer. Não algo do gênero: você está com câncer e tem mais seis meses de vida. Isso acho que dá pra lidar.
O foda vai ser o "caralho, to perdendo sangue pra caralho... acho que essa bala pegou a artéria renal... porra... tem tanta gente que eu amor no mundo e que u nunca queria abandonar... meus irmãos, meus amigos, meus amores, minha famíla...".
ESSE vai ser o problema, o dia em que eu não tiver mis como olhar pra frente e marchar e tiver que olhar pra trás... e rever todas aquelas coisas lindas, e belas, e felizes, e alegres, e engraçadas, e tristes, e desesperadoras, e furiosas e... e... e vivas e saber que ninguém mais vai saber de que há anos atrás um casal de namorados sentou naquela calçada só pra passar um tempinho juntos, que há anos aquele terreno era uma escola em que tantas crianças riram, que naquele rio um dia um garoto sentou pra pescar com seu pai que ele nunca chamou de pai porque o pai nunca o chamou de filho e que só depois de muito tempo o filho entendeu o que o pai sentia, embora não saiba se o pai sabia o que o filho sentia. Ninguém vai se lembrar de um grupo de amigos desejando pra todas as estrelas cadentes que os mortos voltem a andar. Ninguém vai se lembrar de uma noite perdida num carro, indeciso de pra onde ir. Ninguém vai se lembrar de uma viagem ouvindo Johnny Cash. Ninguém vai se lembrar de três dias de caminhada embaixo de chuva. Ninguém vai se lembrar de como foi dormir numa rodoviária. Ninguém vai se lembrar de como é BOM beber champagne com os amigos na balada.
Ontem morreu a penúltima sobrevivente do Titanic. A cada dia que passa morrem pessoas lindas de tão velhas e que guardam lembranças que mais ninguém tem e que não podem ser guardadas porque um dia essa porra de estrela que nos ilumina vai queimar o nosso planeta e todos os momentos vão se perder como lágrimas na chuva e as pessoas vão deixar de existir.
Fodam-se as pessoas: as HISTÓRIAS vão se perder! As histórias ESTÃO se perdendo.
O tempo passa, o mundo roda ao redor do sol, a lua roda ao redor do mundo. Não é velhice, é vertigem.
Mas isso não é problema. As pessoas TÊM que morrer porque o mundo PRECISA mudar. A cada dia que passa pessoas deixam o mundo para pessoas que chegam no mundo. A natureza funciona na base da tentativa e erro. Irônico, não? Seleção Natural é só uma forma nerd de falar "Tentativa e Erro". "Ops, ele pulou de cabeça no rasinho. Ok, esse deu errado, vamos tentar de novo, Humanidade! Vamo lá, ninguém desanima!"
Na base da tentativa e erro a gente vai tentando deixar o mundo um lugar um pouco melhor. Se não der certo, é a vez das baratas. "Vamos lá, baratas! Tentativa e erro! Quero ver! Sem desanimar! Não quero ver nenhuma barata pulando de cabeça no rasinho!"
Mas quer o sol nos queime, quer as baratas herdem a terra, quer os seres humanos evoluam a ponto de garantir que nunca se extingam, uma coisa nunca vai se resolver: momentos sempre vão se perder. E não podemos fazer nada com relação a isso.
Talvez seja essa a aceitação à qual Buda se referia para que atinjamos a paz.
Mas sabe como é. Se fosse fácil, não seria iluminação.
E não, não vou passar corretor ortográfico nisso aqui. Hoje eu tirei a noite pra blogar, não pra escrever.
Quarta-feira, Novembro 07, 2007
Diálogos Aleatórios.
need an alien killer?
Anarcoplayba - Cadê a Sigourney Weaver quando eu preciso dela? diz:
sim.
Anarcoplayba - Cadê a Sigourney Weaver quando eu preciso dela? diz:
pra matar o alien na minha testa.
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
eu façoo
Anarcoplayba - Cadê a Sigourney Weaver quando eu preciso dela? diz:
Ok. Vc tá numa lista de pessoas referentes a esse cisto. A lista das que eu não quero que mexam nele!
Anarcoplayba - Cadê a Sigourney Weaver quando eu preciso dela? diz:
Vc provavelmente ia tentar resolver isso com um martelo.
Anarcoplayba - Cadê a Sigourney Weaver quando eu preciso dela? diz:
Mas é sério. O celular é fácil de identificar, pois tem as minhas iniciais na frente: LG.
Anarcoplayba - Cadê a Sigourney Weaver quando eu preciso dela? diz:
Frase num email do Luiz Gonzaga.
Anarcoplayba - Cadê a Sigourney Weaver quando eu preciso dela? diz:
me diz uma coisa: que horas são?
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
14 30
Anarcoplayba - Cadê a Sigourney Weaver quando eu preciso dela? diz:
CARA, EU ODEIO O HORÁRIO DE VERÃO!
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
LG? lol
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
ah ta
Anarcoplayba - Cadê a Sigourney Weaver quando eu preciso dela? diz:
E SABE PQ EU ODEIO O HORARIO DE VERÃO?
Anarcoplayba - Cadê a Sigourney Weaver quando eu preciso dela? diz:
PQ NÃO BASTASSE ME TIRAREM UMA HORA DE SONO, ELES COLOCAM O HORÁRIO DE VERÃO EM HORÁRIOS DIFERENTES TODOS OS ANOS.
Anarcoplayba - Cadê a Sigourney Weaver quando eu preciso dela? diz:
horários não, datas.
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
isso é verdade
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
eu não curto não
Anarcoplayba - Cadê a Sigourney Weaver quando eu preciso dela? diz:
Aí, a porra dos computadores e celulares e todo o caralho que tenha uma merda de processador (até os vibradores hoje devem vir com usb) muda o horário automaticamente depois do horário de verão!
Anarcoplayba - Cadê a Sigourney Weaver quando eu preciso dela? diz:
então meu celular tá uma hora adiantado, meu computador de casa tbm, meu computador do escrit tbm, meu telefone do escrit tbm!
Anarcoplayba - Cadê a Sigourney Weaver quando eu preciso dela? diz:
TUDO!
Anarcoplayba - Cadê a Sigourney Weaver quando eu preciso dela? diz:
Ru tô há uma hora tentando saber se os horários certos são os dos meus emails ou TODOS OS OUTROS QUE ESTÃO AO MEU REDOR!!!!!!!
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
aconteceu comigo eu vivi um dia atrasado 1h
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
soh fiquei sabendo no dia seguinte
Anarcoplayba - Cadê a Sigourney Weaver quando eu preciso dela? diz:
SIM! Por sinal, eu fiquei o dia inteiro puto porque iam remover meu carro pra oficina hj às 9:30, e no meu mundo, chegaram às 10:30. Depois eu cheguei pra almoçar (cedo, admito...) 11:30, e fiquei puto com o restaurante porque os caras tavam atrasados, mas eu não sabia que era 10:30 no mundo REAL!
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
AHUAAHUAHUAHUAHU
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
nossa q foda, domingo eu chegava moh de boa nos lugares e não entendia pq me olhavam feio
Anarcoplayba - Odeio Horário de Verão. diz:
huahuahauah... é... só que comigo foi o contrário... eu olhando todo mundo feio...
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
huahauhuahua
Anarcoplayba - Odeio Horário de Verão. diz:
velho... eu ainda vou colocar no papel todas as merdas que vêm acontecendo....
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
vixe
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
isso nunca da certo..
Anarcoplayba - Odeio Horário de Verão. diz:
Cara... tá uma lista absurda esse semestre...
Anarcoplayba - Odeio Horário de Verão. diz:
vou tomar um banho de sal grosso... TÔ FALANDO SÉRIO.
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
toma mesmo vamo num terreiro?
Anarcoplayba - Odeio Horário de Verão. diz:
mas sem problema nenhum. Só preciso achar um.
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
vambora q vo me benzer hahuahuahu
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
kowabunga!
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
um idiota matou moh galera em uma escola na Finlândia, tentou se matar e NÃO CONSEGUIU
Anarcoplayba - Odeio Horário de Verão. diz:
Conclusões:
Anarcoplayba - Odeio Horário de Verão. diz:
Ele é um imbecil.
Anarcoplayba - Odeio Horário de Verão. diz:
Os assassinados devem ser mais imbecis ainda.
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
sim, o idiota ta internado, provavelmente vai viver e vai ser julgado e preso pra sempre huahuauhah
Anarcoplayba - Odeio Horário de Verão. diz:
Cara... imagina que merda: você foi morto por um RETARDADO MENTAL que não consegue SE MATAR!
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
isso é humilhante
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
é tipo morrer esmagado por uma maquina de coca-cola
Anarcoplayba - Odeio Horário de Verão. diz:
mergulhar de cabeça no rasinho da piscina das crianças.
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
huahauhuahua
Anarcoplayba - Odeio Horário de Verão. diz:
é verdade, né? O Marcelo Rubens Paiva não merece meu respeito...
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
nossa ele come uma pá de moderna
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
quer dizer, isso c o pau dele subir
Anarcoplayba - Odeio Horário de Verão. diz:
tá... eu sei que ele come uma pá de muderna... mas tipo: ele mergulhou DE CABEÇA num RIO sem testar o FUNDO!
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
ah tem gente q curte emoções, paga pra ver, sei lá
Anarcoplayba - Odeio Horário de Verão. diz:
Em qualquer espécie de animal esse tipo de comportamento seria retribuído com a MORTE ou a CASTRAÇÂO, não com sexo casual com mulheres gostosas!
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
AHUAHUAHUAHUHAU
Ripper - Eu amo a Baaa lalala (adolescencia atrasada) diz:
ele tem sexo casual pelo q ele escreve não pq é cadeirante
Anarcoplayba - Odeio Horário de Verão. diz:
Foda-se o que ele escreve! Ele pode escrever a história do universo de trás pra frente pelo que me consta e ganhar uma merda de um nobel por isso!
Anarcoplayba - Odeio Horário de Verão. diz:
Ele mergulhou de cabeça no rasinho!
Sexta-feira, Novembro 02, 2007
Dreaming of you
Recentemente foi divulgada uma pesquisa de cientistas ingleses (acho) dizendo que quando as pessoas dormem pouco, nas poucas horas de sono que efetivamente têm, seus sonhos ficam mais vívidos, mais reais.
Eu tenho dormido pouco.
Eu não sou nenhum psicólogo pra ficar aqui versando sobre os significados dos sonhos das pessoas. Também não vou jogar no bicho porque sonhei com um leão comendo um veado (ui!). Bom, meus sonhos não tem sido sobre animais mesmo. Mas eu tenho tido sonhos estranhos com pessoas que eu conheço.
Acho que, tirando quando a gente tem pesadelos, a gente sempre quer que nossos sonhos se tornem verdade. Se tornem reais. E a gente possa acreditar por uns dois minutos que a gente teve uma premonição. E que destino existe e que todo o resto faz sentido pra alguém. Mas nem sempre é assim.
Dizem que quando a gente sonha com um amigo morrendo, essa pessoa terá longa vida. Será que é assim, tudo ao contrário? Quando eu sonho em ganhar na loteria, será que eu vou ficar mais pobre? Ou será que um sonho erótico significa uma temporada de secura?
Eu tenho tido sonhos assustadoramente reais com pessoas que são assustadoramente reais. Acho que meu sub anda conversando bastante com meu consciente e me pregando peças. Ou talvez eu só queria demais que algo aconteça. Eu tenho tido bastante insônia e ando meio desanimado, mas sabem, às vezes eu gostaria que por um minuto apenas os meus sonhos fossem reais.
Eu e provavelmente o resto do mundo também.
