Terça-feira, Outubro 30, 2007

Breve Interlúdio Pessimista.

Ok. Eu ia escrever um texto longo e criativo aqui, mas como o texto longo está demorando pra ser escrito, gostaria de fazer um pequeno desabafo.

Tá certo. Eu tomei um tombo bêbado numa roda punk e caí com a lombar estatelada no chão. Tudo bem, quem mandou eu estar bêbado numa roda punk. Mereci o mês e meio manco.

Tá... eu tava com lesão de esforço repetitivo no quadril de tanto chutar... mas ok. Eu tava treinando demais... é bom pra eu aprender a respeitar meus limites.

Agora alguém pode me explicar como uma porra de uma espinha vira uma merda de um abscesso no meio da sua testa?!?!?!?!

Qualé, né, Deus? Já pegou um pouquinho pesado aí. Se eu tivesse pego dengue no meio de uma putaria em Foz do Iguaçu, ok. Se eu tivesse tomado quatro capacetadas na cabeça, ok. Se tivesse acontecido alguma coisa estúpida como um carro forte bater em mim, ok.

Mas uma espinha! Na TESTA! VIRAR UM ABSCESSO?!?!?!?

Porra, eu tenho na testa o que o Reverendo teve na BUNDA? Essa é a sua idéia de "humor criativo"? Essa é a sua melhor "ironia"?

Agora que você fez isso comigo, Deus, eu vou falar o que eu REALMENTE penso de voc-

Terça-feira, Outubro 23, 2007

Tudo o que você sempre quis saber sobre blogs, mas queria um texto com título original pra perguntar.

O que é, se é que vem a ser alguma coisa, um blog.

1) Blogs existem?

Na opinião de Padre Quevedo, blogs nonexistem. Tratam-se apenas de fenômenos parapsicolóxicos. Porém, discordo veementemente da opinião do Padre Quevedo e afirmo: Blogs existem. Dado o fato que eu já li alguns textos afirmando que a sociedade não existe, ou que o amor não existe, me parece menos inadequado partir da constatação do óbvio que deveria.

Existem pessoas que afirmam fundamentadamente que o amor não existe e que é apenas uma séries de reações químicas ocorrendo no seu cérebro, como outras drogas como o ecstasy, a maconha e a cocaína. Bem, o ecstasy a maconha e a cocaína são bem reais, assim sendo, não me interessa saber o que é o amor, ou o que é um blog, no presente momento, apenas afirmar que ele existe.

2) Agora sim: O que é um blog?

Um blog, basicamente, é um formato de publicação de informação na internet.

É muito importante não confundir um blog com ecstasy ou maconha, ou com amor, que são coisas que causam reações químicas no cérebro, pois existem inúmeros blogs que não causam nem advém de qualquer reação química no cérebro.

De fato, o segredo do sucesso dos blogs é o fato de que eles permitem que qualquer analfabeto funcional dê publicidade ao que quer que ele deseje. Blog é um formato, não um conteúdo. Repita isso todos os dias antes de dormir.

3) Para quê serve um blog?

Um blog pode não ter utilidade nenhuma, ou se prestar a divulgar informações valiosíssimas, como vídeos da Xuxa molestando sexualmente um menor de idade.

Na prática, um blog serve para você publicar o que quiser e alguns leitores perdidos caírem na sua página. Desses perdidos alguns gostam do que você escreve e viram freqüentadores, outros simplesmente vão embora. Também existem aqueles que passam a te odiar. E, bem... Plínio Marcos dizia que se alguém te odeia, alguma coisa certa você está fazendo.

4) É possível ganhar dinheiro com um blog?

Sim, é. A Bruna Surfistinha, por exemplo, ganhava cerca de 250 reais por post, mas sem anal. Se você fizer anal, pode ganhar até uns 300 reais por post, o que, convenhamos, é uma boa grana.

Você também pode tentar fazer social, ganhar links patrocinados, alugar banners e fazer promoções no seu blog. Mas isso vai te fazer ter que engolir um monte de coisa nojenta e se sujeitar a posições incômodas. Ou seja, você vai estar na mesma situação da Bruna Surfistinha.

Outra forma muito ressaltada de ganhar dinheiro com um blog é usá-lo como ferramenta de marketing. Você usaria o seu blog pra mostrar o melhor de você para o mundo e as pessoas jogariam louros (a planta, não homens suecos) em você. Para usar um blog como ferramenta de marketing, porém, você deve ter em mente duas coisas: a) nós vivemos em um país com liberdade de discurso e liberdade de pensamento; b) nunca exerça essas duas liberdades ao mesmo tempo.

Caso você pretenda usar sua liberdade de pensamento e de discurso ao mesmo tempo (e ser uma pessoa autêntica, com chance de contribuir com alguma coisa para alguém) exerça ainda um terceiro direito: o direito ao anonimato. Adote um pseudônimo.

5) Qual o valor de um blog?

Um blog tem o valor que as pessoas dão pra ele. Existem aqueles que querem contribuir com algo original. Existem aqueles que se contentam com um conjunto de links mais ou menos estruturados.

Bom, o trabalho do organizador recebe a proteção de direito autoral pela Lei de Direitos Autorais, assim, não cabe o preconceito contra os blogs de links. Por outro lado, tem coisa originalmente ruim por aí. Então, o valor do blog é o valor dado pelos leitores.

6) É fácil ter um blog?

É fácil montar um blog. É difícil manter um blog.

Na minha opinião, um blog estruturado é o maior desafio que um artista pode ter. Ele tem que lidar com o conceito de assiduidade e sem cobranças. Blogs não rendem, em si, dinheiro. Uma coluna semanal numa revista se resolve com algumas horas de trabalho bem remunerado.

Blogueiros usualmente tem coisas melhores pra fazer: ler um livro, jogar wow, fazer sexo, ouvir música, comer paçoquinhas, etc.

7) Qual a grande característica de um blog?

Os blogs são tão variados quanto os blogueiros, mas uma das características mais marcantes de um blog é sua fragilidade.

Blogs são feitos para serem atualizados com grande freqüência. E utilizam sistemas de armazenagem muito sensíveis. Facilmente tudo se perde. O Malandricus passou por uma mudança de template recente que fez se perderem todos os comentários. Outros blogueiros perderam textos inteiros. De tempos em tempos eu faço um backup do malandricus. Mas a batalha humana pela perenidade ainda está pendendo para a derrota.

Na verdade, armazenagem digital se perde facilmente. Cópias “duras” também se perdem: as tábuas sumerianas viraram pó há tempos. Acho que a única forma de se armazenar informação de forma eterna é escrevendo ela em baratas, uma vez que todo mundo fala que elas herdarão a terra mesmo em caso de uma hecatombe nuclear.

O problema é que as baratas não param quietas pra você escrever nelas (acho que faz cócegas). E uma vez que não é possível obter o ideal, lidamos com o possível: publicações em meios físicos na tentativa de não apenas tornar o trabalho dos blogueiros perene, como também dar maior divulgação aos mesmos.

Chegamos agora ao ponto para o qual esse post foi escrito.

Rebs, autora do blog “Álcool com Açúcar” e escritora de roteiros, textos e crônicas convidou esse que vos escreve (e que não poderia nunca se apresentar como “um humilde blogueiro”) a participar do lançamento da Revista Álcool com Açúcar, que ocorrerá no dia 27 de outubro de 2007 no "No Quintal Bar" (Rua Joaquim Távora, 1223, Vila Mariana), a partir das 18:00 hrs.

O convite foi devidamente e com grande efusividade aceito, a despeito da incapacidade de se escrever um texto à altura de um projeto mais relevante como esse. (Ei, árvores morreram por essa revista, sabia?)

Assim sendo, estendo o convite do mundo virtual ao mundo real para que todos os leitores, colaboradores e curiosos que acessam esse blog participem do lançamento da revista que, por razões mercadológicas trará textos não publicados no Malandricus Bar & Vodka.

Agradecemos a atenção.

Malandricus Bar & Vodka retomará sua programação normal.


Sexta-feira, Outubro 19, 2007

5 minutes to a heart attack

Tem coisa que eu odeio quando as pessoas fazem. Corpo mole é uma delas. Digo, às vezes dá até pra entender porque alguem faria corpo mole, sei lá, pra não trabalhar, pra não pagar o pedágio, etc... Mas o que eu realmente não entendo é porque alguém faria corpo mole pra prejudicar a si próprio.

Pasmem, acontece.

"-Ei, cara, aquela mina falou que é pirada em você, vaí lá, conversa com ela, ela tá só te esperando!
-Ahhh, não vai dar cara... Acho que não... Por que você não vai lá?
-Porra, quer que eu vá lá e coma ela pra vc também?"

Tá tudo certo, tudo ajeitado, mas o cara nã se move. É como se o prêmio da megasena estivesse esperando pelo cara, mas o cara não vai buscar porque não quer preencher a papelada. Mas o benefício é dele próprio!

Eu to lotado de coisas pra fazer esse semestre. 2 anos de facul ao mesmo tempo, cursinho a tarde, rugby a noite e de fim de semana... Ninguém pode estar mais ocupado que eu esse semestre. Não dá tempo. Quando eu durmo 4 horas por noite, já dormi muito. E mesmo assim tenho que ouvir cara dizendo que não dá pra ir ou fazer coisa X porque tá muito ocupado.

Filho, eu não vou carregar ninguém pra balada, não vou catar a mina, nem vou comê-la pra você. Tem que se agilizar. Senão, no fim da vida, você vai olhar pra trás e descobrir que você nunca deu os 50m de sprint final. Aquela hora extra sem dormir. Aquela dose de vodka a mais.

Daí você vai olhar pra trás e rir das histórias dos outros. E tudo o que vai restar é gozar com o pau dos outros. O que eu mais odeio é perder o trem porque eu quis dormir mais 5 minutinhos. E o meu pau tá durão.

Domingo, Outubro 14, 2007

Vamos falar sobre o efeito borboleta e a teoria do caos.

Nós sempre falamos sobre a teoria do caos. De fato é um tema fascinante, especialmente quando obtemos comprovações interessantes a respeito.

Nos últimos anos eu venho me dedicando cada vez mais às artes marciais, o que efetivamente reduziu em muito minha capacidade de convívio social.

Isso em si é uma coisa problemática. Some a isso o fato de que eu assisti duas vezes em menos de 48 hrs "Tropa de Elite".

E, bem, o que eu posso dizer... é um filme que meche com a testosterona.

Pois bem, esses dois fatores aparentemente não tem nada a ver com a noite de ontem, mas não é bem por aí.

Fomos na Anzu. Bebi demais, e resolvi subir no camarote b pra dar uma descansada no sofá.

Deito-me, tranqüilo, feliz e contente, e devidamente bêbado.

Eis que um babaquinha resolve pagar de gostosão pra namorada e resolve jogar um pouco de bebida na cara do bêbado no sofá.

Bem... tentem entender, eu ando uma pilha de testosterona. Levantei de um salto e comecei a "conversar" com ele e com os 3 amigos dele, e as namoradas.

Bom, a primeira parte interessante foi ele ver que era difícil saber que o bêbado no sofá era grande. Ele ficou pálido. O diálogo que se seguiu envolveu mais ou menos as seguintes frases repetidas à exaustão:

"Seu filho da puta, ta pensando que tá fazendo o que?"

(Tapa na cara)

"Seu merda, vai mexer com quem ta quieto?"

(Empurrão)

"Que foi, filho da puta? Vai comprar a briga dele?" (Pros três amigos do babaca).

"Sai da minha frente, vagabunda!" (Pra namorada do babaca).

"Você acha que eu sou moleque? Quem aqui é moleque, seu merda?" (Resposta ao argumento de "Foi uma brincadeira.")

"Desculpa um caralho, seu bosta!" (Minha resposta depois pro "desculpas" que ele pediu).

Bom, enquanto a balada via eu tretando com o mané, entre empurrões, tapas na cara e provocações gratuitas, chamaram os seguranças da casa. Chegaram mais ou menos uns cinco, e um dos seguranças me perguntou o que aconteceu, eu passei a mão na minha cara e mostrei pra ele que minha mão tava molhada e disse: "Esse filho da puta jogou bebida na minha cara. O que você acha que eu devo fazer com ele?"

O segurança foi levar nós dois pra salinha, e eu pensei: "Me fudi."

Contrariando minha expectativa de ser sumariamente espancado, o babaca foi expulso da balada e me deixaram ficar.

Depois de ter saído, tomei umas champagnes saboreando o resultado da treta. Tipo, não teve uma briga no sentido estrito da palavra.

Mas violência moral é quase tão bom quanto violência física. E humilhar alguém que merece é sempre bom.

Um tempo depois, encontrei o Matuskela e fomos procurar o Stein. Encontramos ele no meio de um dos camarotes, com umas três meninas ao redor dele e uma delas olhou pra mim e falou a frase que me fez entender tudo: "Hi, do you speak portuguese?"

Vamos tentar entender agora, como o Stein foi parar naquele camarote.

Cerca de uma hora antes, por causa de uma confusão no camarote b, todos os seguranças daquela ala da balada foram separar um princípio de briga que começou porque um cara jogou bebida na cara de um outro cara que estava no sofá.
Todos os seguranças daquela ala, inclusive o que impedia as pessoas de entrar na cabine dos dj's.

Quando os seguranças saíram de perto, Stein resolveu ir trocar umas palavrinhas com seu ídolo. Na cabine o DJ perguntou "Hi, from where you are?" ao que Stein imediatamente responde: "New Zealand."

A partir daí, foi descendo o morro acelerando na ladeira: As meninas do camarote viram o Stein na cabine, pediram para entrar e ele respondeu a única coisa que ele poderia responder: "What? Pardon? I don't understand."

Pois bem, de Neozelandês pra um dos Dj's que já tinham tocado na noite foi um passo.

Assim, quando a menina olhou pra minha cara e perguntou se eu falava português, eu tinha algumas opções:

  1. Desmascarar o Stein.
  2. Entrar no "bonde do caô" do Stein e arriscar desmascarar o Stein (meu inglês não é nem de perto tão bom).
  3. Ou a terceira opção que foi a que eu de fato segui:

"Yes, I speak portuguese, and yes, he is my friend, and yes, he is from New Zealand."

Dizem que o bater das asas de uma borboleta na Amazônia pode provocar um tufão na Ásia.

Pois bem... O Capitão Nascimento trouxe um novo DJ da Nova Zelândia pro Brasil.

Terça-feira, Outubro 09, 2007

É Primavera.

"Arrumação de primavera, Eve? Em Novembro?"

"Não... é que me deu vontade de me livrar de tudo o que não era mais necessário. Nunca te deu essa vontade?"

"Sim, o tempo todo."

Diálogo Eve/V, MOORE, Alan, V de Vingança, V. 2, p. 71, Via Lettera.

Alguma vez você já teve a vontade de se livrar de tudo na sua vida que não é essencial? Vontade de jogar fora os livros que você já leu, vontade de organizar tudo o que você já escreveu, vontade de planejar seus próximos meses, etc.?

Se sim, pegue essa sensação e se concentre nela. Pois bem, você está se sentindo como eu estou me sentindo agora.

De tempos em tempos me dá essa sensação de que a minha vida está uma zona e que eu fracassei. Normalmente isso acontece em épocas em que a minha vida está uma zona e eu fracassei.

Eu queria escrever um post perene, que servisse de referência ao outros e me ajudasse a comer várias mulheres.

Mas isso é mentira. No fundo o que eu quero mesmo é desabafar. E como eu possuo cerca de 20% da participação societária nesse blog, eu vou me dar a luxo de bancar a putinha sensível por alguns parágrafos.

O Humberto Gessinger disse que tem vez em que você precisa se recolher e planejar e tem vez em que você tem que se jogar no olho do furacão. Pois bem, eu gosto dele, mas isso foi ESTÚPIDO, porque a metáfora é IDIOTA: o olho do furacão é calmo, apesar do turbilhão ao seu redor.

Pois bem, os últimos dois meses foram sem sombra de dúvida o olho do furacão. Não digo o olho do furacão da minha vida porque isso seria dramático demais até mesmo para mim, mas é um fato: eu fiquei estagnado enquanto o mundo o meu redor era despedaçado. (Gimme an Oscar! I'm a fucking drama Queen!)

E, como todo período difícil da sua vida, você aprende uma grande lição. E a minha grande lição foi: eu sou incompetente para administrar a minha vida.

Vamos lá: durante o começo do ano, eu consegui manter meu desenvolvimento marcial e profissional, às expensas da minha vida afetiva e social.

Posteriormente eu mantive minha vida afetiva e meu desenvolvimento marcial em níveis satisfatórios, às expensas do meu desenvolvimento profissional.

Recentemente, eu passei a organizar minha vida afetivo-social em conjunto com minha vida profissional, mas CAÍ no meu desenvolvimento marcial. Sim, o verbo "cair" ao invés de "decair" foi intencional.

Certo, eu não consigo colocar todos os meus objetivos de forma equalizada e estruturada, então eu vou fazer o que qualquer ser humano faria: um rodízio de prioridades.

Texto ruim? Também acho. Mas relaxa: quando a qualidade cai, a quantidade sobe.

Quarta-feira, Outubro 03, 2007

Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes.

Qualquer um que está familiarizado com algum tipo de esporte está familiarizado com alguns conceitos não escritos que nós utilizamos aqui como metáforas pra vida.

Temos "O Jogo", que é o jogo maior, aquele Jogo Platônico, maior que nós mesmos e para o qual damos apenas uma pequena contribuição. Pelé sem sombra de dúvida engrandeceu o futebol. Bruce Lee engrandeceu as artes marciais. Musashi engrandeceu o Kenjutsu.

A virtude dos grandes gênios, seu legado, nada mais é do que tornar maior algo que já existia antes dele. Raramente temos uma invenção 100% original. Estamos apenas flutuando num mar de probabilidades, pegando peças que, de repente (Uia!) se encaixam e formam um todo perene muito maior do que as partes.

Já "o jogo", assim, com letra minúscula, é uma partida. Uma peleja de final de semana. Ocasionalmente, um campeonato. A diferença de um jogo pra "O Jogo" é simples: Gol de mão também ganha jogo, mas não ganha O Jogo.

Por fim, temos a "jogadinha", que nada mais é do que um drill, uma estratégia pré-fabricada pra tentar enganar o adversário e ganhar o jogo. Quando o jogador sai correndo pra bater a falta e salta a bola. Quando você finta um chute na virilha e acerta a cara do adversário. Quando a bola sai do abertura, vai pro primeiro centro, volta pro abertura e vai pro segundo centro. Tudo isso são jogadinhas, malandragens usadas pra ganhar um jogo.

A grande virtude das jogadinhas são o fato de que elas são usadas pra confundir o adversário. Se eu sou mais lento, eu finto. Se ele é mais rápido, eu dou olé.

É óbvio que você pode usar jogadinhas contra adversários mais fracos, mas o fato é que a jogadinha parte do pressuposto que o adversário é superior a você em um determinado aspecto. Se eu sou mais rápido do que ele, eu não preciso fintar o chute: eu coloco meu pé na cabeça dele quando eu quiser.

A jogadinha é um reconhecimento da sua inferioridade.

E, como na guerra e no amor vale tudo, como a guerra é a continuação do esporte por outros meios, como o amor é cego, a primeira conclusão à qual podemos chegar é que se você encontrar um cego na rua, pode chutar o saco dele na hora que não pega nada. Não, pera... essa é outra conclusão.

Jogadinhas, fintas, "joguinhos" partem do pressuposto que você está em uma posição de inferioridade. Se você tem que fintar é porque você não é bom o bastante para ir de frente.

Não significa que uma finta não tenha arte, ou que os olés do Garrincha não sejam espetaculares. Mas dá olé quem não corre mais que o adversário.

Não é errado admitir as próprias fraquezas, e se valer de fintas e olés e jogadinhas. Mas é mais importante ser bom.

Se você só faz jogada ensaiada, lembre-se que talvez você esteja olhando o mundo todo de baixo. E lembre-se também que a medida do gênio é a criação e o improviso.

Segunda-feira, Outubro 01, 2007

Sobre a inteligência humana.

Biólogos descobriram na Nova Zelândia um peixe-rato albino que deveria ter, aproximadamente três anos de idade.

Os cientistas ficaram impressionados, pois isso é extremamente raro: não apenas o peixe albino, como também ele sobreviver. Não tenham dúvidas de que um peixe albino é o equivalente no mundo da natureza a um Mc'Donalds.

Decididos a recriar o animal em cativeiro (pra quê?), cientistas colocaram o animal num balde.

Durante a noite, enquanto todos estavam dormindo, o peixe pulou e morreu.

Para os cientistas, foi uma perda lastimável.

Enquanto isso, astrônomos continuam procurando vida inteligente no sistema solar.

Eu tenho esperança de que encontrem um dia.

(Sim. Esse post é curto. Queria o quê? Ele fala sobre a inteligência humana.)